Existe um blog que faz parte de um docente da nossa comunidade escolar que fala sobre vários dos nossos temas abordados, e é um blog muito bom para quem quer ficar a saber mais sobre vários assuntos.
recomendamo-vos a visita ao blog http://www.cadernosociologia.blogspot.com/
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
As diferenças dos estilos de vida dos grupos de um meio rural e de um meio urbano.
O que iremos falar hoje consiste na diferenciação entre grupos, para explicar melhor as diferenças neles existentes. Existem muitas opiniões sobre o conceito de "Estilos De Vida", alguns deles algo diferentes.
Sorokim define-os como "tudo o que o indivíduo aprende a fazer para viver numa comunidade particular" , que pode ser traduzido como sendo a apropriação duma cultura particular para que o indivíduo possa viver, agir e movimentar-se dentro do seu meio.
Rocher define os Estilos De Vida de modo mais simples, são simplesmente "as maneiras de viver". Esta afirmação acaba com qualquer complexidade que possa ser comporta pelos mesmos, fazendo um apelo a um equilibrio na instabilidade.
Mas uma opinião é unânime entre todos, a que os Estilos De Vida promovem uma vida com mais qualidade.
Um inquérito realizado mostra diferentes estatisticas entre jovens de Portugal situados numa zona rural e numa zona urbana. Temas como a sexualidade, ocupação de tempos livres, valores, alimentação, hábitos de consumo e amor são temas que provocam grandes divergências entre ambos grupos.
Em relação à sexualidade parece haver um consenso entre ambos, visto que as opiniões são praticamente iguais, com os grupos a verem esse tema como um "tabu".
No campo da ocupação de tempos livres, as actividades realizadas pelos jovens do meio urbano são influenciadas em função de um padrão socioeconómico que é gradualmente mais favorecido de infraestruturas que o meio rural. As actividades no meio rural são realizadas de maneira espontânea e não estruturadas.
Na diferenciação entre os dois grupos no que toca aos seus valores, os habitantes do meio rural apresentam maiores nivéis de resistência na adesão a novas tendências e têm um plano mais tradicionalista e conservador, enquanto que os habitantes do meio urbano são mais flexiveis e apresentam maior grau de aceitação e de incorporação do que para eles é novo.
Como é sabido, Portugal é um país de pessoas consumistas e os estudos mostram que dentro dessa sociedade se formam comunidades mais restritas, com os jovens do meio urbano a mostrar maior adesão à publicidade, às campanhas de consumo e aos slogans em comparação aos jovens do meio rural que se mostram menos permeáveis a essas influências.
No que toca à emigração, o grupo que mais facilmente aceita esse modo de vida é o grupo dos jovens do meio rural, devido a vários factores como as desvantagens económicas, as reduzidas oportunidades de emprego e a ausência de renumerações mais altas. Já os do meio urbano vêm na profissão um meio facilitador de melhores condições de vida
Todos estes temas servem para mostrar a grande diferença que é relevante na nossa sociedade.
Sorokim define-os como "tudo o que o indivíduo aprende a fazer para viver numa comunidade particular" , que pode ser traduzido como sendo a apropriação duma cultura particular para que o indivíduo possa viver, agir e movimentar-se dentro do seu meio.
Rocher define os Estilos De Vida de modo mais simples, são simplesmente "as maneiras de viver". Esta afirmação acaba com qualquer complexidade que possa ser comporta pelos mesmos, fazendo um apelo a um equilibrio na instabilidade.
Mas uma opinião é unânime entre todos, a que os Estilos De Vida promovem uma vida com mais qualidade.
Um inquérito realizado mostra diferentes estatisticas entre jovens de Portugal situados numa zona rural e numa zona urbana. Temas como a sexualidade, ocupação de tempos livres, valores, alimentação, hábitos de consumo e amor são temas que provocam grandes divergências entre ambos grupos.
Em relação à sexualidade parece haver um consenso entre ambos, visto que as opiniões são praticamente iguais, com os grupos a verem esse tema como um "tabu".
No campo da ocupação de tempos livres, as actividades realizadas pelos jovens do meio urbano são influenciadas em função de um padrão socioeconómico que é gradualmente mais favorecido de infraestruturas que o meio rural. As actividades no meio rural são realizadas de maneira espontânea e não estruturadas.
Na diferenciação entre os dois grupos no que toca aos seus valores, os habitantes do meio rural apresentam maiores nivéis de resistência na adesão a novas tendências e têm um plano mais tradicionalista e conservador, enquanto que os habitantes do meio urbano são mais flexiveis e apresentam maior grau de aceitação e de incorporação do que para eles é novo.
Como é sabido, Portugal é um país de pessoas consumistas e os estudos mostram que dentro dessa sociedade se formam comunidades mais restritas, com os jovens do meio urbano a mostrar maior adesão à publicidade, às campanhas de consumo e aos slogans em comparação aos jovens do meio rural que se mostram menos permeáveis a essas influências.
No que toca à emigração, o grupo que mais facilmente aceita esse modo de vida é o grupo dos jovens do meio rural, devido a vários factores como as desvantagens económicas, as reduzidas oportunidades de emprego e a ausência de renumerações mais altas. Já os do meio urbano vêm na profissão um meio facilitador de melhores condições de vida
Todos estes temas servem para mostrar a grande diferença que é relevante na nossa sociedade.
Interacção
A interacção é « a força interna da acção colectiva vista da parte daqueles que nela participam». As interacções por oposição (conflito e competição) e as interacções por acomodação (combinação e fusão) cujos efeitos examinam discursivamente quanto ao grau de proximidade, de igualdade e de semelhança entre os agentes e quanto à estabilidade do grupo tomado no seu conjunto.
Verifica-se quando uma unidade de acção produzida por um sujeito A age como estímulo de uma unidade resposta no sujeito B e vice-versa. Logo a interacção constitui um processo circular. Pode, aliás, produzir-se não só entre dois indivíduos, mas entre um indivíduo e um grupo ou entre dois grupos.
Verifica-se quando uma unidade de acção produzida por um sujeito A age como estímulo de uma unidade resposta no sujeito B e vice-versa. Logo a interacção constitui um processo circular. Pode, aliás, produzir-se não só entre dois indivíduos, mas entre um indivíduo e um grupo ou entre dois grupos.
in A Dinâmica dos Grupos, de MAISONNEVE, Jean
Resistência às mudanças
A nossa vida quotidiana é regida por um conjunto de costumes, de hábitos e de modelos que afectam quer o modo de se alimentar e de se vestir quer o de trabalhar ou divertir se se tratar ou, até, de estabelecer relações com os outros.
A resistência à mudança pode, assim, provir do carácter coercitivo que frequentemente reveste esta mudança; o cidadão, o usuário, o trabalhador vêem-se constrangidos a novas operações sem terem sido, em geral, informados nem consultados. Têm a impressão de que um poder superior toma decisões sobre eles sem terem em consideração o modo como eles se adaptaram à situação anterior nem as sugestões que eles eventualmente poderiam ter apresentado.
Por outro lado, um fenómeno de inércia e de rigidez tende a entorpecer o esforço necessário para realizar uma nova adaptação; a propósito, é certo que a idade ou o estado de fadiga reforçam a apreensão provocada pela mudança.
A resistência à mudança depende dos fenómenos de solidariedade e de pressão colectiva: enquanto nós nos conformamos aos seus modelos, o grupo aprova-nos e protege-nos; se somos tentados a esquecê-los, expomo-nos imediatamente à reprovação se não às sanções dos nossos companheiros - o que acentua a nossa própria repugnância a nos deixarmos de solidarizar com o grupo. Desta forma se vê como se manifesta o carácter profundamente sócio-afectivo da resistência à mudança.
A resistência à mudança pode, assim, provir do carácter coercitivo que frequentemente reveste esta mudança; o cidadão, o usuário, o trabalhador vêem-se constrangidos a novas operações sem terem sido, em geral, informados nem consultados. Têm a impressão de que um poder superior toma decisões sobre eles sem terem em consideração o modo como eles se adaptaram à situação anterior nem as sugestões que eles eventualmente poderiam ter apresentado.
Por outro lado, um fenómeno de inércia e de rigidez tende a entorpecer o esforço necessário para realizar uma nova adaptação; a propósito, é certo que a idade ou o estado de fadiga reforçam a apreensão provocada pela mudança.
A resistência à mudança depende dos fenómenos de solidariedade e de pressão colectiva: enquanto nós nos conformamos aos seus modelos, o grupo aprova-nos e protege-nos; se somos tentados a esquecê-los, expomo-nos imediatamente à reprovação se não às sanções dos nossos companheiros - o que acentua a nossa própria repugnância a nos deixarmos de solidarizar com o grupo. Desta forma se vê como se manifesta o carácter profundamente sócio-afectivo da resistência à mudança.
in A Dinâmica dos Grupos, de MAISONNEVE, Jean
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